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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Brasileirão 2010: Fluminense Campeão

Fluminense campeão -- retirada daqui

Em sua oitava edição no sistema de pontos corridos, o Fluminense sagrou-se campeão ontem na última rodada do torneio. Foi o segundo título brasileiro do time, que só havia vencido em 84, mas que, entretanto, se coaduna com os últimos - e particularmente produtivos - anos do tricolor carioca: Depois do título da Copa do Brasil em 2007, se seguiram vice-campeonatos da Libertadores (08) e da Sul-Americana (09) e, agora essa nova vitória, o que coloca o time das laranjeiras entre os melhores do país nos últimos anos. No papel, com jogadores como Conca, Deco, Fred e Washington e companhia, o Fluminense era mesmo o melhor, muito embora, não tenha conseguido engrenar a ponto de definir logo o título, ao contrário, precisou de todas as rodadas para isso, enquanto se via perseguido pelo Cruzeiro e pelo centenário Corinthians.

O Brasileirão, novamente, teve uma tônica de rali, as rodadas iniciais em um clima de ajustes seja pelas melhores equipes estarem disputando as finais da Libertadores e da Copa do Brasil e início de projetos - o que agravou-se este ano, ainda, pela disputa da Copa do Mundo -, onde quem desviou contornou melhor os buracos e desviou dos abismos se deu bem. E Muricy soube, à sua maneira, fazer seu time aproveitar as rodadas pré-Copa do Mundo e depois administrar o torneio, ajustando a defesa - a melhor do torneio - em um esquema fechado e de certo modo burocrático,  deixando os jogadores de frente livres para definir. O centenário Corinthians acabou prejudicado pelas últimas rodadas, nas quais o Fluminense pegou seus rivais Palmeiras e o São Paulo sem mais pretensões de chegar a lugar algum no torneio.

Dos meus favoritos iniciais, Cruzeiro e Grêmio, depois de uma início particularmente preocupante, se recuperaram, mas não deu - no caso do Cruzeiro, diria que faltou força em um dado momento do Segundo Turno, ao Grêmio, sobraram problemas no elenco, só resolvidos com a tardia chegada de Renato Gaúcho ao comando do time. O Santos já classificado pela Copa do Brasil e desmontado ao longo do ano apenas administrou o torneio e o mesmo vale para o Inter, surpreendentemente campeão da Libertadores e classificado para o Mundial. O Atlético-MG viveu o inferno na terra e quase caiu. Dos rebaixados, a surpresa fica por conta do Vitória, vice da Copa do Brasil, que perdeu o prumo. Goiás, Guarani e Grêmio-SP eram candidatos desde o início.

Aliás, outro destaque fica pela queda de dois paulistas para a Séria B, nenhuma ascensão da Séria B para a A e um mal campeonato de Palmeiras e São Paulo somado a uma participação desinteressada do Santos. Os cariocas, além de levarem com o Fluminense, ainda tiveram o Botafogo disputando com dignidade, apesar do mau desempenho de Vasco e Flamengo. A surpresa positiva mesmo ficou pela boa campanha do Atlético-PR que capengou bastante no início do campeonato.  E o pontos corridos segue como sistema de disputa. Eu, particularmente, não gosto muito. Claro, detalhes como o calendário atravessado atrapalham, mas não me resta dúvida que o Brasileirão era mais empolgante nos tempos em que era disputado em turno único e play-offs. Agora, o campeonato é letárgico como uma palestra chata.

domingo, 29 de agosto de 2010

Atlético-MG 1x2 Palmeiras

E o Palmeiras venceu. Felipão veio de 3/5/2 com Maurício Ramos, Danilo e Fabrício na zaga, Márcio Araújo, Edinho, Pierre, Marcos Assunção e Rivaldo no meio e Valdivia e Kléber na frente. Luxemburgo entrou num 4/4/2 convencional com Ricardinho e Diego Souza na armação e Diego Tardelli e Neto Berola no ataque. O Palmeiras foi ligeiramente melhor no Primeiro Tempo, mas faltou uma referência na frente para concluir, por outro lado, o Galo bateu demais e a arbitragem caseira de Marcelo L. Henrique fez vista grossa e o jogo foi pro intervalo no 0x0. O Palmeiras voltou melhor no Segundo Tempo, mas Neto Berola abriu o placar numa falha homérica da defesa verde - Marcos incluso. O jogo se equilibrou, parecia decidido. Valdivia, que vinha bem, sentiu uma fisgada e Felipão usou a oportunidade para colocar Luan como referência na área e também tirar um zagueiro para colocar um meia - quando sacou Fabrício para colocar Tinga. Luxemburgo não entendeu o movimento e o Palmeiras com duas linhas de quatro jogou o Galo no seu campo de defesa, assumindo o controle do jogo. Luan chutou, Fábio Costa rebateu e Marcos Assunção empatou o jogo. Depois, Kléber recebeu uma bela enfiada de bola, mas desperdiçou - logo mais, o atacante palestrino se redimiu, depois de bela assistência de Marcos Assunção, ele se aproveitou da linha burra e virou o jogo. Luan quase faz mais um, mas Fábio Costa defendeu. Vitória justa do Palmeiras, especialmente pela segunda metade do Segundo Tempo - apesar da estranha derrota para o Atlético-GO, o time segue progredindo e jogou sua melhor partida no Nacional deste ano. O Galo segue desordenado e sem cara de time. O Palmeiras vence a sua primeira fora de casa e Luxemburgo afunda mais ainda.

Luxemburgo contra Felipão


(foto retirada daqui)


Hoje, teremos Atlético-MG x Palmeiras pela 17ª rodada do Brasileirão. É mais do o confronto entre duas equipes tradicionais do futebol nacional: Trata-se do embate entre Vanderlei Luxembugo e Luís Felipe Scolari, os dois treinadores brasileiros mais vitoriosos das últimas décadas. Luxemburgo assumiu este o Galo, venceu o Campeonato Mineiro e fez uma boa Copa do Brasil - parando no Santos, futuro campeão -, o que o credenciava para a disputa do título nacional, mas, de repente tudo começou a dar errado e o time passou a lutar contra o rebaixamento no Nacional - mesmo a reformulação do elenco feita durante a Copa do Mundo não surtiu efeito, muito pelo contrário, o time continua na zona do rebaixamento. Felipão, por sua vez, retornou ao Brasil depois de anos no exterior e tem a dura missão de reorganizar um Palmeiras que parece não se acertar mais há tempos - especialmente desde que perdeu o título brasileiro mais ganho da história do pontos corridos no ano passado.


Dos dois, o Palmeiras parece estar melhor, mas a derrota pífia contra o Atlético-GO, bem no dia do seu aniversário e em São Paulo, fez com as luzes vermelhas fossem novamente acesas no Palestra Itália Pacaembu. O time verde não é ruim, mas enquanto os veteranos vivem às voltas com contusões e suspensões que estão atrapalhando seu rendimento - ou mesmo sua presença em campo -, os jovens estão sentindo a pressão. Ademais, o ruído do não pagamento dos "direitos de imagem" parecem fazer barulho.O Galo tem seus medalhões, muitos deles velhos conhecidos de Luxemburgo como Fábio Costa, Ricardinho e Diego Souza - além de Diego Tardelli, ex-jogador fetiche de Leão -, mas o time não funciona, tem problemas sobretudo na defesa, comete erros primários e o ataque não funciona bem.


O Galo tem 50% de aproveitamento em casa, o Palmeiras ainda não venceu fora - e é um dos piores times nesse quesito no Brasileirão. Será um jogo pegado, mas não sei se qualificado. Os mineiros são, apesar dos pesares, ligeiramente favoritos, ainda que o Palmeiras tenda a jogar melhor hoje do que no meio de semana sob pena de estourar uma crise grave. Um empate é o mais provável, mas o duelo no banco de reservas será o grande atrativo do jogo, sem dúvida.