Mais especificamente, no Seminário Crise e Revoluções Possíveis, na Casa Rui Barbosa, esta quarta-feira, 09/11 . Estarei lá também, na mesa das 14 horas, junto do pessoal da Uninômade. Quem estiver por perto, dê uma passada.
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segunda-feira, 7 de novembro de 2011
domingo, 22 de maio de 2011
O Desfecho do Revoluções
| a multidão na frente do Sesc |
Ontem terminou o Revoluções no Sesc Pinheiros. As palestras de Bernard Stiegler, Michel Löwy e Slavoj Zizek foram realmente muito boas - em termos de conteúdo, a do primeiro foi a melhor, em termos de espetáculo, ninguém polemiza melhor do que o último hoje em dia. O seminário, em si, foi bem realizado e divertido, ainda assim, creio que que um ciclo de palestras que buscava ver a revolução por meio da política do sensível se perdeu um pouco em um frankfurtianismo extemporâneo; não gostei dos ecos de Adorno que ouvia aqui e acolá e acho que a filosofia contemporânea dá conta de uma série de problemáticas a respeito do sensível e da política - quando retoma Spinoza, vilipendiado por um inacreditável e onipresente Emir Sader no desfecho do seminário -; será que já não era hora de pensarmos o sensível para além da consciência? Acho que, no fim das contas, só a fala do Stiegler me contemplou mesmo. Para além disso, depois de uma semana extenuante na PUC, foi uma boa diversão com os amigos, mas até agora não sei se eu devo rir ou chorar por conhecer metade das pessoas que estavam por lá. Esse nosso mundinho intelectual, tão familiar, tão pequeno...mas valeu pelo coquetel de encerramento, pelo menos no nosso mundinho existe refeição gratuita.
P.S.: A repressão violenta contra a Marcha da Maconha ontem - um ato de violência policial contra uma marcha perfeitamente legal, diga-se de passagem -, me fez lembrar de uma excelente piada de Zizek: Se há lugares onde a situação é séria, mas não é catastrófica, cá, a situação é catastrófica, mas não é séria.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Revoluções: Amanhã tem Zizek em São Paulo
Hoje foi o primeiro dia do seminário Revoluções: uma política do sensível, no Sesc Pinheiros. Tivemos uma abertura bastante mediana com Emir Sader e, depois, uma palestra interessante com Klemens Gruber (ao vivo) e Alexander Kluge (por vídeo conferência) - que se tornou divertidamente tragicômica pelos erros da tradução simultânea alemão-português e a falta de foco dos debatedores. Vladimir Safatle teve uma boa fala, embora eu considero que sua perspectiva decididamente hegeliana de estética não consiga captar o que interessa quando tratamos da função revolucionária da arte - o idealismo coloca o sensível a camisa de força da razão, na qual a consciência dita as regras. Infelizmente, perdi a palestra da professora Marilena Chauí. Amanhã, teremos a cereja do bolo do seminário: a presença às 17 horas do filósofo esloveno Slavoj Zizek (foto), um dos maiores pensantes da atualidade em relação a quem eu discordo de inúmeros pontos - talvez por considerar que o pós-estruturalismo já resolveu vários problemas ligados à ausência de uma teoria da subjetividade satisfatória em Marx -, mas admiro em tantos outros - a tenacidade no debate e a denúncia permanente das falácias da democracia representativa contemporânea.
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