(Batalha campal, imagem retirada daqui)
Agora há pouco, a Seleção Brasileira derrotou por 3x1 a Costa do Marfim. Foi o melhor jogo de uma grande seleção mundial nesta Copa. Um belíssima resposta de Dunga para uma imprensa esportiva que pouco - ou nada - entende de futebol e fica batendo em treinadores que não satisfazem sua communis opinio degenerada e idiota - e se possuem algum mérito, é o de provocar efeitos manada usando-se na mentes ingênuas que acompanham futebol de 4 em 4 anos. Foi também a pior arbitragem de uma Copa de boas arbitragens - e a mais flagrante postura antidesportiva de uma seleção nessa Copa, como comprova a postura dos marfinenses que bateram a rodo e tiraram Elano do jogo, oxalá, não da Copa. Mais do que isso, a Seleção Brasileira, se classificou antecipadamente para a segunda fase da Copa do Mundo - repetindo a Holanda e confirmando um ciclo quadrienal virtuoso, iniciado com uma vitória por 3x0 sobre a Argentina, e que esteve abaixo, em aproveitamento, apenas da seleça no ciclo 58/62, treinada por Feola, e da média de Zagallo.
O Brasil entrou em campo no 4/2-3/1, o 4/3/3 falso, com Julio Cesar onde Maicon era lateral-direito, Lúcio (pela direita) e Juan (pela esquerda) faziam o miolo de zaga e Michel Bastos era lateral-direito; Gilberto Silva e Felipe Melo eram os volantes, o trio de criadores foi Elano (ponta pela direita),
Kaká (armador central) e Robinho (ponta-esquerda) e, na frente,
Luís Fabiano era o centro-avante. Em suma, o mesmo que o jogo passado. A Costa do Marfim, fez o mesmo, como os esquemas se anulam, eram quatro zagueiros marcando três atacantes de lado a lado e três meias se batendo.
Drogba jogou.
Sven-Göran Eriksson armou o time para empatar e tirar o Brasil na base do saldo contra a Coreia do Norte - e provou pela centésima nonagésima vez que não sabe fazer outra coisa senão
falar javanês.
O jogo começa tenso, com os marfinenses recuados em seu campo defesa com Kalou e Dindane fazendo marcação sob pressão nos laterais e dando bem o bote. Drogba ficava entre os dois zagueiros. O jogadores de meio marfinenses corriam bastante, Kaká sentia a parte física e não corria, Gliberto Silva e Felipe Melo não saiam para o jogo. Maicon era quem, apesar dos pesares, tentava sair com a bola e Robinho mostrava a maior fome de jogo, enquanto Elano pouco aparecia e Luís Fabiano estava desabastecido no comando de ataque. Era um jogo de xadrez com nervosos saltados, mas
Kaká foi entrando no jogo e junto com ele veio Elano. Numa jogada individual do nosso dez, Luís Fabiano entrou na área e fez um baita gol, recebeu na direita e chutou sem ângulo. Costa do Marfim ainda reequilibrou no fim do Primeiro Tempo que terminou equilibrado, execeto pela posse de bola, ligeiramente maior por parte do time brasileiro.
Veio o Segundo Tempo. O Brasil começa bem. Logo no comecinho, a bola sobra para Luís Fabiano que dá um chapéu, dá outro e conclui de primeira. Golaço. Brasil 2x0. O time fica eufórico e a defesa dá sua primeira navalhada: Drogba, livre, cabeceia para fora - dentro fosse e o deslocado
Júlio César teria levado. O Brasil segue melhor e Kaká vai à linha de fundo cruzar para Elano, vindo de trás, só empurrar e fechar a fatura, Brasil 3x0 - lance trágico de dois jogadores que encontrariam sua sorte (ou falta dela) logo mais. Num contra-ataque marfinense, dois minutos depois do gol, Elano antecipa, é inocente ao entrar de carrinho de frente,
Tioté entra por cima o tira de campo. O árbitro nada faz e Costa do Marfim começa a bater - e muito. Daniel Alves substitui Elano pela ponta-direita e a pancadaria come solta Kaká é provocado, toma cartão. Um contra-ataque que deveria ter sido morto logo no meio resulta no gol de
Drogba frente uma zaga brasileira distraída e mal posicionada. As provocações continuam e Dunga erra em não tirar Kaká. Aos 44, um jogador marfinense simula ter sido agredido por Kaká e provoca a expulsão do jogador. O jogo termina, Brasil nas oitavas.
Valeu Dunga. Torçamos por Elano.
Atuação do Brasil
1. Júlio César: Sem culpa no gol, mostrou elasticidade e boa colocação - só errou em um lance que Drogba errou. 7,0
2. Maicon: Marcou em cima, apoiou menos do que no primeiro jogo. 6.5
3. Lúcio: Foi bem, mas deu espaços no segundo tempo. 6,0
4. Juan: O mesmo que Lúcio. 6,0
6. Michel Bastos: Apesar do erro ter sido coletivo, foi o maior culpado pelo gol e novamente foi mal. 3,5
8. Gilberto Silva: Bem na marcação, mas parece fora de ritmo. 5,5
5. Felipe Melo: Muito mal no começo, depois se recuperou e engrossou o caldo na marcação. 5,5
7. Elano: Entrou nervoso, depois se recuperou, coordenou as jogadas pelo meio, fez seu gol e foi vítima de uma entrada criminosa. 7,0
(13. Daniel Alves): Entrou numa verdadeira fogueira e se complicou em lances simples. 4,5
10. Kaká: Quando entra no jogo, mostra que é o principal jogador brasileiro. Foi vítima da arbitragem. 8,0
11. Robinho: Mostrou vontade, moveu-se bem, mas faltou um pouquinho de calma. 6,5
(18. Ramires): Deveria ter entrado bem antes no lugar de Kaká, não teve tempo. sem nota.
9. Luís Fabiano: Dois golaços. É um baita centro-avante. 9,0
Nota Média: 6,25
Dunga: Armou magnificamente bem para um dos jogos mais complicados da Copa, seja no que toca a disposição tática ou a de espírito. Errou no segundo tempo ao não ter tirado Kaká para poupa-lo das pancadas e da arbitragem esquizofrênica, mas fora isso foi muito bem. Não entendo porque leva tanta pedrada 7,5
Outras
A Itália é um time que em dez anos foi vice da Euro - em 2000, por covardia na final - e campeã mundial - num campeonato incrivelmente fraco, onde Parreira fez as escolhas erradas (veja só, as da imprensa esportiva!) e afundou o único time capaz de fazer algo naquele mundial. Fora isso, o time é bisonho, não exatamente pela qualidade, mas pelo anti-futebol que pratica. Não há como não torcer contra. Hoje empatou com a Nova Zelândia. Já o Paraguai venceu a Eslováquia e está a um empate da classificação para as oitavas. Uma maravilha para quem fica exaltando o futebol europeu e fazendo piada da América do Sul.