(alguém se habilita?)
Reitero aqui uma velha preocupação minha: Os holofotes estão demasiadamente focados na sucessão presidencial - e mal focados, porque o que mais se discute são pesquisas e não programas - e isso tá produzindo efeitos politicamente ruins como o desenho das candidaturas para os governos dos estados de forma mecânica e displicente - baseados não no debate interno nos partidos e em prévias (como deveria ser), mas sim numa lógica de "acordões" norteados pelas alianças decorrentes da corrida presidencial. Isso está se verificando em Minas de uma forma aguda, mas o caso paulista é, repito, muito grave e certamente me incomoda mais, talvez pelo fato de que eu sou um reles mortal e é aqui onde eu vivo.
O PSDB se mostra um partido cada vez mais degenerado e a simples possibilidade de uma nova candidatura Alckmin além de ser muito ruim, é um proposta requentada. Não, o ex-governador paulista nunca teve nada a acrescentar no debate político do estado, mas enquanto era apenas o vice low profile de Covas, alguém ainda poderia alegar o benefício da dúvida, hoje em dia não dá mais. Mercadante, pelos lados do PT, é uma proposta também com sérias limitações; trata-se de um político que foi promissor, mas depois tornou-se meramente um sujeito que se mantém no seu partido graças ao fato de ser "bom de voto" (tirando o fiasco da última corrida para o governo do estado, ele sempre foi bem votado para o que disputou) e de ser amigo das pessoas certas nos lugares certos em um partido onde o poder é cada vez mais centralizado. Dos demais partidos, não ouvi falar nada ainda, mas duvido muito que surja algo novo - se até o PSOL está preocupado apenas com as eleições presidenciais, que posso esperar eu?
