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domingo, 21 de março de 2010

Palmeiras Fora

O Palmeiras massacrou, pressionou um jogo inteiro, criou lances, finalizou, mas não marcou e no futebol, me perdoem o clichê, quem não faz leva e a Ponte venceu. E a defesa palmeirense provou novamente fragilidade, bastou o adversário pressionar e o ataque não marcar - seja por infelicidade ou displicência de seus atacantes - que ela entregou. Danilo não consegue marcar e Léo é instável, Pierre não começou tão bem a temporada quanto nos anos anteriores e Edinho não consegue dar a consistência devida na marcação. Por mais que Diego e Cleiton produzam mais a frente, pouco importa, o resultado é tão pálido quanto a expressão dos torcedores que saíam do Palestra ontem quando retornava do GE de Ciência Política do 22 de Agosto - a PUC, para quem não conhece São Paulo, fica a alguns quarteirões ao sudeste do Palestra Itália, quando você desce a Monte Alegre em direção a Barra Funda, fatalmente cruza com a torcida palestrina, pela expressão dela, nem precisa chegar em casa e ver o que se deu no jogo para ter ideia do resultado. De todos os cinco jogos que o Palmeiras tinha pela frente, esse era sem dúvida o mais perigoso, e foi perdido. Não vejo mais possibilidades para o Palmeiras que tropeçou diante de pequenos apesar dos bons clássicos feitos.

sábado, 20 de março de 2010

A Reta Final do Paulistão 2010

O Paulistão 2010 entra na sua 15ª rodada e se aparentemente tudo parecia definido para a próxima fase até a última rodada, com a classificação de Santos, São Paulo e Corinthians e do surpreendente Santo André - com o Botafogo apresentando alguma chance -, a ascenção do Palmeiras esquenta as coisas. É verdade que a tarefa verde não é das mais fáceis, não lhe basta apenas ganhar todos os jogos, mas ele tem de trocer também contra seus adversários, só que a atuação contra o Santos é no minímo alentadora: Não resta dúvida, se o Palmeiras jogar razoavelmente como jogou no último domingo, certamente fará a sua parte. Sua tabela tem apenas um jogo um pouco mais complicado, justamente hoje contra a Ponte Preta em casa, os demais jogos são perfeitamente vencíveis. O São Paulo é o fiel da balança porque tem confrontos diretos contra Corinthians e Santo André e ainda que isso não faça o Palmeiras depender de si mesmo, pelo menos, lhe facilita as coisas. O Santos deve passar em primeiro e ser o time a ser batido - com muita dificuldade, afinal, entrar na segunda fase com a vantagem de placares iguais com uma equipe como essa é uma vantagem grande demais. De qualquer forma, esse campeonato será mais divertido do que o anterior, seja na fase de classificação ou no mata-mata.

domingo, 14 de março de 2010

Santos 3x4 Palmeiras


Nos anos 60, a única equipe do Brasil que conseguia fazer frente ao Santos de Pelé era o Palmeiras da primeira Academia. O Santos atual pode não ser tão bom quanto aquele, mas é o melhor elenco que o alvingero litorâneo desde de 2002 - e com potencial para supera-lo inclusive. Além de Neymar, Ganso e André, chega Robinho, depois de alguns anos na Europa, e Dorival Jr. se afirma como um dos melhores treinadores do Brasil. Hoje, assistimos a um jogo memorável entre as duas equipes na Vila Belmiro, digno dos grandes clássicos de antigamente. 

Depois de um início equilibrado, a defesa palmeirense saiu errado e em um lance articulado por Robinho, Pará fez um golaço. O Santos dominava o jogo, atuando ofensivamente e assim Ganso enfiou uma bola para Neymar que pegou a zaga verde saindo e ampliou. A vitória santista parecia inevitável: Enquanto os comentaristas da TV e do rádio teciam loas para o time da Vila, a zaga palmeirense estava dominada, os laterais não funcionavam, os volantes davam espaços, Diego e Cleiton nada faziam - tanto é que Robert e o estreiante Ewerthon voltavam o tempo todo. No fim do primeiro tempo, algo mudou: Diego fez jogada na ponta-direita, foi derrubado e o juíz marcou falta - batida por Cleiton...na cabeça de Robert que diminuiu. Saída de bola, o Santos ataca, o Palmeiras contra-ataca e Diego fez um linda jogada, dominando no peito, girando e entregando para Armero que penetrava na ponta-esquerda em velocidade para enfiar para Robert girar e empatar o jogo.

O Segundo Tempo começa e um Santos incrédulo do que aconteceu na primeira etapa se deixa dominar pelo Palmeiras. Ewerthon não aproveita falha de Wesley e perde uma chance óbvia de virar o jogo. Logo em seguida, Diego sofre falta na frente da área, Cleiton bate, rola um bate e rebate na área, Leo cabeceia na trave e o rebote volta para Diego que cabeceia para virar. Palmeiras poderia ainda ter virado em outro ótimo lance de bola parada de Cleiton para Robert, mas a cabeçada passa para fora. O Santos, em contra-ataque, pressiona e Ganso dá outra bela enfiada de Madson, que entra pela esquerda e conclui perfeitamente em diagonal para empatar. A alegria santista dura pouco com a expulsão de Neymar. No finzinho, Robert arremata de longe e marca o quarto verde. Aí foi só administrar a vitória heróica.

Foi o segundo clássico de Zago a frente do Palmeiras e a segunda vitória. Aliás, o time, pior colocado na tabela entre os quatro grandes, é, curiosamente, aquele que tem melhor desempenho em clássicos: Venceu Santos e São Paulo jogando muito bem e perdeu para o Corinthians por 1x0 jogando melhor que o rival. A desgraça verde se explica por partidas deploráveis contra médios e pequenos, em especial, as duas derrotas vergonhosas, em casa, para os times do ABC - São Caetano e Santo André. Isso sem falar nos empates ridículos - que deixaram o time numa situação tão ruim que o verde era obrigado a vencer hoje.

O Santos, diga-se, é mesmo o melhor time do Brasil hoje - seja tática ou tecnicamente - e deve se classificar em primeiro lugar para a fase posterior do torneio. Nesta tarde, ele jogou muita bola, o problema é que pela primeira vez se deparou com um adversário capaz de derrota-lo jogando bem, naquele que foi o melhor jogo da temporada. Muita água vai rolar ainda, mas se o Palmeiras passar, será um problema para os seus adversários. Aconteça o que acontecer, nada apagará o belo espetáculo que tivemos hoje em Santos.

Paulistão 2010: Santos x Palmeiras

O Paulistão 2010 continua rolando com o Santos de Dorival Jr., Neymar, Robinho e Ganso simplesmente sobrando em campo, enquanto São Paulo e Corinthians sofrem para se fixar no G-4 devido as boas equipes do Santo André e do Botafogo-SP e, o Palmeiras, bem, o Palmeiras amarga uma campanha muito ruim, onde, mesmo depois da sua excelente estreia como treinador, Zago não conseguiu fazer a equipe chegar lá. Hoje, Santos e Palmeiras se confrontam na Vila Belmiro em clima de decisão, afinal, uma vitória santista praticamente classifica o primeiro para a fase posterior, enquanto uma derrota muito provavelmente elimina o Palmeiras. O favoritismo está com o mandante, mas nada indica que será um jogo fácil, historicamente, Robinho nunca foi tão bem contra o Palmeiras e Neymar não chega a ser um estouro - apesar das semi do Paulistão 09. O Palmeiras, por sua vez, fez dois bons clássicos - perdendo para o Corinthians por 1x0 jogando bem e depois ganhando do São Paulo por 2x0 - e estreia hoje Ewerthon e Lincoln. Equipe por equipe, seja tática ou tecnicamente, o Santos é melhor mesmo, mas que a equipe do Palmeiras passa longe de merecer estar nessa situação, isso também é verdade. De qualquer modo, será um belo jogo.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Antônio Carlos contratado

Continuando a última postagem sobre os rumos da direção técnica do Palmeiras, tivemos um novo capítulo na trama: Antônio Carlos Zago é o novo treinador verde; ex-zagueiro da Seleção Brasileira, ex-diretor técnico do Corinthians - demitido em circunstâncias polêmicas - e ex-técnico do São Caetano - ironicamente, algoz de Muricy na Quarta-Feira de Cinzas, quando o Azulão meteu 4x1 no Palmeiras. Trata-se de uma figura controversa, foi, sem dúvida, um excelente zagueiro, um líder em campo, mas também se envolveu em polêmicas, desde a ofensa racista sua contra o volante Jeovânio - quando ele defendia o Juventude, já em fim de carreira, pela qual ele se desculpou - e da sua demissão do Corinthians, quando ajudava a montar o elenco atual. Como treinador, assumiu o São Caetano no meio do ano passado e conduziu a equipe ao sétimo lugar na Série B numa campanha razoável e no Paulistão repete o mesmo, mantendo um time mediano na briga por uma das quatro vagas na Segunda Fase do torneio, ainda que com um pouco de distâncias - ainda que no jogo contra o Palmeiras, apesar da atuação apática do adversário, seu então time demonstrou disposição e organização em campo. Pelo seu próprio passado no Palmeiras e pelas circunstâncias, foi rapidamente escolhido como o novo treinador do Palmeiras - uma decisão surpreendente ao meu ver, ainda que a demissão de Muricy, para quem conhece minimamente os bastidores do Palestra Itália, fosse favas contadas há mais tempo do que se imagina.O novo treinador já deu ordens, resolveu treinar o time no clássico contra o São Paulo e promoveu modificações - fazendo uma crítica velada ao modo de trabalho do seu antecessor ao dizer que cada jogador atuará na sua posição de origem. O que esperar? A princípio o time melhora porque Muricy tinha problemas com inúmeros jogadores do elenco - não toda aquela apatia contra o São Caetano não era à toa - e quem estava insatisfeito vai dar tudo de si para mostrar serviço e mostrar que o ex-treinador tinha culpa no quadro, depois, terá de lidar com uma diretoria frágil e com algumas limitações que - sim - o bom elenco tem e a força dos rivais. Zago já chegou botando fogo, esse tática vai ser boa de início, mas tem prazo de validade, seja pela inépcia da diretoria ou mesmo pela superioridade dos adversários verdes em São Paulo - é difícil imaginar o título paulista, mas a Copa do Brasil, sempre imprevisível, quem sabe. No fim das contas, foi uma aposta do tipo ou vai ou racha. Eu permaneço cético, no Palestra o buraco é mais embaixo, mas amanhã contra o São Paulo, eu apostaria em um empate com o time jogando misteriosamente melhor.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

São Paulo 1x2 Santos - O Paulistão 2010

Os estaduais ainda sobrevivem. Principalmente me anos de Copa, o seu calendário já reduzido fica mais apertado ainda e as rodadas se seguem num ritmo frenético. Aqui em São Paulo já estamos na 7ª rodada - e dois clássicos já foram disputados: Domingo passado, num jogo esvaziado e com as duas equipes desfalcadas, o Corinthians bateu o Palmeiras por 1x0 e, hoje, o Santos bateu o São Paulo no Morumbi por 2x1 num belo jogo que marcou a volta de Robinho no time do litoral. 

Esqueça o tragicômico Santos das duas últimas temporadas que, exceto aquela arrancada do estadual de 09 - interrompida pelo Corinthians de Mano Menezes -, não fez mais nada. O time comandado pelo competente e injustiçado Dorival Jr. tem na reabilitada dupla Neymar/Ganso o seu motor - reforçado agora por um jogador do nível de Robinho -, mas também conta com uma dupla de zaga precisa - formada por Durval e Edu Dracena -, um lateral-direito promissor - Wesley - e um Arouca ensaiando fazer o mesmo que fazia no Fluminense - em suma, tudo aquilo que ele não fez no São Paulo.

O tricolor, aliás, permanece uma boa equipe, mas falta força nas alas - Jean não dá, seja lá em que posição for, mas muito menos na ala-direita - e Jorge Wagner não é mais o mesmo. A zaga, apesar das falhas de hoje prossegue forte e Hernanes e Richarlyson prosseguem bem - ainda que eu ache que Cléber Santana caiba nesse meio com algum dos volantes sendo deslocados para alguma ala. O trio Marcelinho/Dagoberto/Washington pode dar caldo, desde que não seja tão fominha quanto foi hoje.

Primeiro tempo de domínio santista com o gol de penâlti - desnecessário - cometido por Miranda sobre um vingativo Arouca: Neymar, com paradinha, tendo à frente Rogério Ceni; Ricardo Gomes mexeu bem para o segundo tempo, ganhou meio e numa jogada áerea seu time empatou. Jogo aberto e prevaleceu o talento de Robinho, que entrou voando: Gol de letra. O Santos cala a boca dos críticos e crava a liderança, no entanto, duvido muito que os quatro grandes não estejam na Segunda Fase como no ano passado - apesar da melhora dos times do interior. E, sem ufanismos, o estadual de SP prossegue sendo disparadamente o melhor do país.