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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Muricy demitido

Muricy foi mal contratado, isso é fato - e foi dito e repetido por aqui. Beluzzo, à época, errou em fazer um proposta público pelo técnico recém-demitido pelo São Paulo e ouviu um não como resposta. Jorginho continuou, a equipe cresceu, passou a jogar bem e conseguiu a liderança do Brasileirão, daí veio um balde de água fria: Muricy aceitou uma nova proposta e se tornaria o novo treinador verde. Isso foi um erro da parte dele. A queda de rendimento do time foi patente - ainda mais depois da boa vitória contra o Santos, quando me parece algo se quebrou definitivamente entre um elenco que nunca o engoliu e o treineiro verde. Dali em diante só ladeira abaixo e um indisfarçável sorriso amarelo do treinador palmeirense. Evidentemente, a diretoria palmeirense tem lá sua grande parcela de culpa, mas Muricy, no momento em que recusou a primeira oferta para depois voltar atrás, arruinou de antemão o seu trabalho. Então, não confundamos alhos com bugalhos: A diretoria palmeirense é mesmo incompetente e um pouco mais do que amadora, mas isso não tira a culpa dos ombros de Muricy que não é nenhum amador - e além do desempenho horrível no Palmeiras, simplesmente não se acerta depois que foi campeão brasileiro pelo São Paulo em 08. A contratação de Antônio Carlos Zago pelo Palmeiras é um tiro no escuro, mas acho que a princípio, a equipe melhora, os 4x1 que o Palmeiras tomou do São Caetano vão para além de deficiência tática, técnica, fisíca ou psicológica: Simplesmente não havia mais clima para Muricy continuar.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

A Temporada Verde



Ainda falando um pouco sobre futebol, resta uma análise do que foi a temporada do meu querido Palmeiras. Das incertezas da montagem de um elenco predominante jovem por Luxemburgo no início do ano até a decepção da perda não só do título como da vaga para a Libertadores na última rodada, muita água rolou, com um sobe e desce de expectativas bem grande.


Em um primeiro lugar, acho que a diretoria errou em manter Luxemburgo no cargo depois dos erros abissais que ele cometeu no Brasileirão 08, o que obrigaram a uma demissão do treinador ou uma reformulação quase total de elenco - a segunda hipótese foi concretizada, quase que automaticamente, numa decisão rara para o futebol brasileiro.

Por outro lado, Beluzzo assumiu a presidência do clube com a promessa de modernização de uma agremiação que, desde o fim dos anos 70, vive às voltas com o que Gramsci definiria por crise de hegemonia - excetuando a era Parmalat, um ponto fora da curva, quase tudo que envolveu o período de 78 em diante rimava com fracasso. Pesados prós e contras, Beluzzo não somente era - como ainda é - o melhor quadro dirigente alviverde.

Pois bem, o time começa o ano surpreendentemente bem, batendo e arrebentando no Paulistão, até que perde o rumo e o prumo e Luxemburgo não consegue, assim como em 08, reverter a trajetória de queda da equipe. De um início arrasador, o Palmeiras quase perdeu a liderança da Primeira Fase do Estadual para um ascendente São Paulo, mas acabou, logo mais adiante, sofrendo uma eliminação vexatória diante do Santos - não pelo rival, mas pela forma como se deram as coisas.

Luxa permanece como treinador, conduz o time a uma classificação surpreendente para a segunda fase da Libertadores - depois de um início titubeante -, mas tropeça nas quartas de final, diante de um fraco Nacional-URU, mesmo depois de ter, heroicamente, eliminado o Sport nos penâltis nas oitavas. O treinador, apesar do segundo fracasso, é mantido para o decorrer do Brasileirão.

A queda de Luxemburgo ocorre por um motivo tosco. Keirrison, até então estrela do time, acaba negociado com o exterior, usando o clube como mero trampolim, traindo o acordado com o próprio técnico, mas poderia, mesmo já tendo sido contratado, retornar ao Palestra Itália para ir para a Europa somente com o fim da temporada brasileira. Luxemburgo não concorda, afirma publicamente que não gostaria de trabalhar com o atleta nessas condições e acaba demitido pouco depois.


Venhamos e convenhamos, Luxemburgo poderia e deveria ter sido demitido no fim de 08, acho que ele cometeu erros suficientes naquele Brasileiro para tanto; até poderia ter sido demitido após o estadual ou da Libertadores, mas o motivo pelo qual e momento no qual ele foi demitido, realmente consistiram no primeiro grande erro da administração Beluzzo.


Ainda assim, o Palmeiras estava bem colocado no Brasileirão, mesmo disputando a Libertadores, acabou somando uma quantidade considerável de pontos. Beluzzo, no entanto, vai lá e comete o seu segundo grande erro e faz uma proposta pública para contratar Muricy Ramalho, recém-demitido do São Paulo, e acaba jogando o treinador contra parede. Acaba ouvindo um sonoro, mas educado não como resposta.

Beluzzo, com o rabo entre as pernas, passou a divulgar a versão de que não iria contratar técnicos medalhões para gastar o dinheiro com reforços - uma demagogia que fazia sentido na cabeça dos torcedores e ainda jogava a suspeita de mercenarismo sobre Muricy. O dirigente verde, ainda por cima, assistiu a um dos raros episódios de sorte do Palmeiras em décadas: O interino Jorginho, acometido pela magia que às vezes se abate sobre interinos, pôs ordem no time, juntou um elenco com os brios feridos pela saída de Luxemburgo e a rejeição de Muricy e desembestou a ganhar jogos, chegando à liderança do torneio.

Aí chegamos ao terceiro grande erro de Beluzzo. Tudo bem, ele teve duas chances até chegar nesse ponto, convenhamos que querer uma terceira chance seria demais também: Ele manteve as negociações com Muricy e anunciou o treinador justo quando o Palmeiras liderava o torneio. Isso foi um balde de água fria no elenco que havia se sentido rejeitado há pouco tempo atrás. A queda de desempenho do time da Barra Funda foi patente e rápida; de um time que jogava por música com Jorginho, veio à mediocridade.

Daí temos mais contratações;
Obina, uma incógnita vinda do Flamengo; Robert, um bom atacante reserva é trazido do futebol mexicano; Figueroa, uma boa revelação chilena é trazida do Colo Colo para a carente lateral-direita verde e Vagner Love, estagnado pelos anos num futebol de segunda categoria - como é o futebol russo atual -, é trazido a peso de ouro - consistindo no quarto grande erro de Beluzzo, esse, trágico. Mesmo a ideia de manter o excepcional Pierre tropeça numa das peças do destino: O excelente cabeça de área se contunde em um treino e acaba ficando meses afastado do elenco.

Aos trancos e barrancos o time se mantém na liderança do torneio até o seu ápice no torneio quando enfiou 3x1 no Santos. Depois daquele jogo as coisas desandaram, principalmente com declarações de Muricy falando que Diego Souza era "o único craque do time" - hã? Como assim e Marcos? -, soltando pelos cotovelos, ainda, algumas contradições do elenco que ele além de não ter resolvido, ainda aumentou. Disso daí em diante, ladeira abaixo. O que culminou na ridícula briga entre Obina e Maurício.

Depois de dezenas de rodadas liderando, o Palmeiras que era candidato a Libertadores de início, depois cismou em se apresentar como favorito ao título, acabou perdendo ambos com a derrota jocosa para o Botafogo na última rodada. As previsões para 2010 não são boas; Muricy é um morto-vivo no comando do time como Luxemburgo era de 08 para 09, mas não terá ao seu dispôr uma reformulação de elenco nem parecida.

Com o balanço de 09, provavelmente a parceira
Traffic vá rever muito dos investimentos que fez no Palestra Itália este ano, pois tudo leva a crer que o time fechará com contas não muito boas. As contratações de Leo pra zaga e Márcio Araújo complementam bem setores problemáticos do time verde, mas não resolvem. Vender Diego Souza pode ser uma grande pedida, o meio alterna demais e ainda não é o tipo da figura com maiores espíritos de grupos. A saída de Vágner Love, um jogador que eu já dizia à época que estava condenado a se estagnar ao deixar o Brasil tão cedo para atuar num futebol decadente, é um favor.

Pensando no elenco que ainda temos, Marcos ainda pode ser bastante últil enquanto Bruno não estiver pronto para ser titular; na zaga Maurício Ramos e Danilo podem subir de produção disputando vaga com Léo e ainda resta o experiente Edmílson - que, honestamente, não sei se terá pique para ser titular. Armero terá a figura do promissor Gabriel Silva pela lateral-esquerda, enquanto Figueroa tem tudo para fazer uma grande temporada pela direita; a manutenção de Pierre e Souza como volantes é positiva, ainda mais com a vinda de Márcio Araújo e a presença de Wendel que, não sei porque, não é mais utilizado na posição de origem; nas meias, Deyvid está em ascenção, mas eu faria uma força maior para manter Cleiton Xavier e vender Diego Souza - e não o contrário -, além de torcer para que
Valdivia volte; no ataque, manteria Robert, comemorei a saída de Vagner, mas não gostei de não terem mantido Ortigoza.

Em suma, 2010, para o horror da torcida palestrina, os ventos são favoráveis, novamente para o
São Paulo - com sua auto suficiência e sua bela organização de Clube - e para o Corinthians - que se não fosse pelo demasiado ufanismo que o ano do centenário produz nas já ufanistas torcidas, levaria muita coisa mesmo. O verde corre por fora. É esperar para que Beluzzo aprenda com seus erros, que algo comece a se fomentado nas instâncias administrativas verdes para produzir mais nomes capazes de dirigirem os times e que Muricy abaixe um pouco a bola, reúna o elenco em torno de um projeto e, com um cadinho de humildade, coma pelas beiradas no estadual e na Copa do Brasil - mas talvez tudo isso seja pedir demais.


sábado, 2 de maio de 2009

Giro Rápido pelas Decisões

Neste final de semana, serão realizadas as decisões dos estaduais de São Paulo, Minas, Rio e Bahia. No Paraná, ocorre a última rodada do octogonal final. Em São Paulo assim como em Minas, as coisas estão decididas; no Rio, longe disso. No meio da semana que vem, teremos os jogos de volta das oitavas da Copa do Brasil e o mais importante: Os jogos de ida das oitavas da Libertadores.

No estadual de São Paulo, o Corinthians enfiou 3 a 1 no Santos em plena Vila Belmiro na ida e precisará perder por uma diferença de no mínimo 3 gols para não levantar a taça. O Santos tem uma boa equipe, mas jogou como um pequeno afobado, mesmo tendo mais volume de jogo, a perna tremeu na hora de transformar isso em gols. O alvinegro do Parque São Jorge tem Ronaldo e um time extremamente bem armado, em especial no que toca sua defesa. Era desde o começo do torneio a equipe mais focada em vencer esse estadual e a sua mui provável vitória será justa. Não é, no entanto, uma equipe invencível, como a derrota contra o Atlético-PR pela ida das oitavas da Copa do Brasil provou - e mesmo tendo se livrado do pior ao fazer dois gols quando perdia por 3 a 0, terá uma dura missão por aqui no meio de semana.

No Rio, o Botafogo fez uma grande partida, mas perdeu dois de seus melhores jogadores contundidos e ainda tomou o empate do Flamengo. Que dizer das duas equipes? O Botafogo é um time razoável, bem disciplinadinho e que poderia ter matado essa campeonato vencendo os dois turnos. No entanto, não venceu. Assim como conseguiu ser eliminado pelo Americano de Campos na Copa do Brasil. O Flamengo de Cuca, por sua vez, é o melhor time do Rio, individualmente falando, mas carece de regularidade e de firmeza como o empate contra o Fortaleza pela Copa do Brasil sugeriu. Eu continuaria apostando no Botafogo, apesar dos pesares.

Em Minas o Cruzeiro meteu cinco no Atlético e vai entrar em campo hoje só para cumprir tabela. O time celeste ainda é um dos favoritos para vencer a Libertadores e o próprio Brasileirão que virá. Ainda tem Kléber e Ramires em estado de graça. O Galo montou um de seus melhores times nos últimos anos, mas tremeu frente ao Cruzeiro e isso pode lhe custar toda a temporada. Na Bahia, o Vitória deve confirmar sua superioridade e ganhar do Bahia. No Paraná, as Atlético e Coritiba chegam na última rodada cabeça a cabeça, mas eu apostaria no Furacão, mas tanto ele quanto o Coxa têm bons times que podem incomodar bastante no Nacional.

Pensando na Copa do Brasil, se não fosse um torneio tão maluco, eu apostaria numa final eletrizante entre o Corinthians e esse time maravilhoso do Internacional. O Corinthians, como eu disse, se livrou do pior no Paraná e creio que elimine o Atlético em casa, podendo ter pela frente o razoável Fluminense de Parreira e, quem sabe, um jogo de dificuldade mediana contra um Vitória, por exemplo. O Inter, pra variar, deu um baile no meu pobre Náutico - que periga feio nesse Brasileirão -, pode pegar um instável Flamengo nas quartas e na Semi um Coritiba ou uma Ponte, em suma, sua chave é até mais fácil que a do Corinthians. Mas não duvide, meu caro leitor: Na Copa do Brasil acontece de tudo e se você fora assisitir um Icasa x Americano na final, não vá dizer que eu não avisei que se trata de um torneio imprevisível.

Na Libertadores, teremos um confronto de brasileiros, Sport x Palmeiras. Eles vieram, coincidentemente, do grupo da morte. Mesmo que o alviverde tenha ficado em segundo, ele levou a melhor no confronto direto contra os pernambucanos e ainda se classificou de uma maneira simplesmente heróica contra o Colo Colo, o que pode dar o impulso que o time precisava nesse torneio. Os demais brasileiros, não vão pegar ninguém muito relevante; o Cruzeiro, que teoricamente é o melhor dos brasileiros nesse mata-mata, pega o esforçado Universidad de Chile e deve atropelar. O São Paulo poderia ter algum trabalho contra o Chivas, mas como os mexicanos não poderão jogar em casa devido a epidemia de gripe suína em seu país, acabe bastante favorecido, não esquecendo que ainda por cima é superior ao rival. O Grêmio tem uma barbada frente ao San Martín do Peru. Creio que é bem provável que tenhamos um brasileiro na final dessa Libertadores e quem mais ameaça nossos times, para variar, são os times da Argentina, nessa ocasião, Boca e Estudiantes.

Atualização: Desculpem, disse que as finais seriam disputadas hoje, esqueci, por culpa do feriado, que hoje ainda é sábado :-))

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Corinthians 2x1 São Paulo e as finais do paulistão

Ontem, o Corinthians venceu o São Paulo do único modo que o tricolor do Morumbi pode ser vencido num jogo sério: Fazendo gols inapeláveis que qualquer defesa do mundo, em qualquer época, tomaria. Mesmo saindo em desvantagem, o alvinegro venceu e assim como o Santos, reverteu a vantagem que era do adversário e também passa a jogar pelo empate no segundo jogo. No entanto, atentem para o seguinte: Nada está definido, muito pelo contrário. Corinthians e São Paulo permanece em aberto e se de um lado o tricolor terá a dura missão de ser o primeiro time a derrotar o Corinthians no campeonato, do outro o alvinegro terá a dura missão de não perder para o São Paulo num jogo sério, o que não tem sido fácil já há alguns anos. Do lado verde, a única coisa que pode ser dita é que se a derrota incontestável sofrida para o Santos tirou sua vantagem, por outro, há de se considerar que o alvinegro do litoral perdeu a chance de matar a semi-final logo de cara pelo futebol que jogou. Muricy já sentenciou: Palmeiras e São Paulo farão a final. Será?

domingo, 12 de abril de 2009

Santos 2x1 Palmeiras & Corinthians X São Paulo

Ontem o Santos jogou sua melhor partida no campeonato e bateu o Palmeiras na Vila Belmiro.

Vagner Mancini armou o time de uma maneira interessante, com Roberto Brum como um terceiro zagueiro junto com Fabão e Astorga, deixou Pará e Triguinho um pouco recuados e deu liberdade para o trio Rodrigo Souto, Madson e Paulo Henrique que, juntos, arrebentaram com o jogo; mesmo com o gol, se a situação física de Neymar estivesse melhor, talvez o placar tivesse sido mais amplo. Kleber Pereira é matador.

Do lado verde, não diria que Luxemburgo tomou um nó tático, mas que novamente enfiou os pés pelas mãos; o velho problema do posicionamento da zaga continua; a questão de Edmílson que, reitero pela milionésima vez, jogou bem nos primeiros jogos, mas vem se mostrando estranhamente perdido de uns jogos para cá e não se acha como zagueiro ao mesmo tempo que bate cabeça com Pierre quando vai pro meio. Aliás, o meio de campo novamente sentiu falta de um segundo volante para dar a saída de bola e mostrou pouca consistência - apesar de Cleiton Xavier sempre ter levado perigo na bola parada e Diego Souza ter feito o mesmo nos lances individuais; Fabinho Capixaba, novamente, foi um desastre e Armero não jogou o que pôde; Keirrison apesar do gol não fez muita coisa e as entradas de Marquinhos e Lenny depois não surtiu efeito.

Não há nada definido, mas o Santos deu um passo importante e o Palmeiras novamente se mostrou uma equipe inconstante.

No que toca Corinthians e São Paulo só vejo possibilidade para o alvinegro se Ronaldo arrebentar com o jogo de hoje e com o da semana que vem, se isso não acontecer, o São Paulo, germanicamente, vai eliminar o Corinthians.

domingo, 5 de abril de 2009

Campeonato Paulista: O desfecho da 1ª fase

Acabou agora há pouco a primeira fase do campeonato paulista. No fim das contas nada imprevisível: Como eu já alertava lá atrás, os quatro grandes passaram adiante. Há dez rodadas atrás, se tivesse de apostar sobre quem e como estaria na segunda fase, a única coisas que daria errado era que eu imaginaria o Corinthians em segundo e o São Paulo em terceiro - quando na verdade acabou sendo o contrário. Vejamos como ficam os jogos das semi-finais:

Palmeiras x Santos
Na primeira fase foi um 4x1 para o Palmeiras. Hoje, o confronto quase não se repete porque o Santos entrou por um triz ao mesmo tempo em que faltou muito pouco para o Palmeiras perder a primeira posição. Do que se pode falar sobre ambos na primeira fase, o Palmeiras teve um início arrasador e parecia que ia assegurar a primeira colocação com uma ou duas rodadas de antecedência, mas a equipe caiu de produção nas rodadas finais e acabou garantindo o primeiro lugar, sem depender de outros resultados, apenas no segundo tempo da vitória suada de hoje contra o Botafogo-SP; o Santos alternou bons e maus momentos ao longo de campeonato e conseguiu a classificação só hoje, nas bacia das almas, com uma vitória apertada contra a Ponte em Campinas (3x2). A vantagem aqui fica para o Palmeiras, muito embora eu duvide que isso vá ser tão fácil quanto na primeira fase. O elenco verde é melhor e ainda pode jogar com o regulamento debaixo do braço - a esperança santista repousa, justamente, no fato do Palmeiras estar jogando simultaneamente a Copa Libertadores, por exemplo, um mau resultado contra o Sport no Recife pode "contaminar" o time verde para a disputa do estadual.
São Paulo x Corinthians
Na primeira fase 1x1. O tricolor começou o torneio com o freio de mão puxado, mas na reta final, germanicamente - como lhe peculiar - foi ganhando partidas e a vitória no clássico contra o Palmeiras o colocou na briga pelo título. Hoje, por detalhes, não mordiscou a primeira posição; o Corinthians, por sua vez, é o único invicto do torneio, mas empolgou pouco ao longo do torneio. Mostrou empenho, raça e disciplina, mas só mereceu um pouco de atenção nos jogos em que Ronaldo atuou com minímas condições. Portanto, suas esperanças moram no trinômio Ronaldo/dez operários/torcida. O São Paulo é um time tática e tecnicamente mais equilibrado e só perde essa vaga se for dia de Ronaldo, o que não é nem um pouco improvável, mas resta saber como está a condição física do fenômeno - ainda assim eu apostaria no tricolor.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Fim de uma invencibilidade

Tanto do Palmeiras em casa nesse ano quanto a minha no Palestra em todos os tempos. Triste, triste. Um 3x1 doído frente ao Colo Colo com direito a show do argentino Lucas Barrios, jogador para se observar com a devida atenção. Sobre o verde, o que ficou foi a imagem de um time em muitos momentos apático, com graves problemas defensivos que tardaram a aparecer mais quando apareceram implodiram o time e, apesar de estarmos falando apenas na segunda derrota nos 14 jogos deste ano, já é a segunda derrota justamente na fase de qualificação da Libertadores - o que deixa o time verde na dependência de conquistar 10 dos 12 pontos que vai disputar.

Um primeiro tempo onde o time atacou bastante, mas sem eficácia, sempre pelo meio. Armero não jogou e nem Marcão, nem Jefferson mostraram nível para um jogos desses - como Fabinho Capixaba normalmente nunca joga mesmo - não havia jogada possível que se surgisse pelos flancos. Diego Souza mais adiantado foi um fiasco. Tá na cara que ele é um jogador que deve jogar mais recuado, como no início do ano, jogando para o time e saindo de trás, não como armador, nisso Cleiton Xavier se sai muito melhor; ontem, o que se viu foi o contrário, C. Xavier sacrificado como volante e Diego com liberdade para armar, o que não pode ser nada menos do que burrice ou, quem sabe, a materialização do feitiche que Vandeco Luxemba tem em querer transformar Diego no craque que ele não é, nem nunca será - o que atrapalha tanto o jogador quanto o time do Palmeiras.

Enquanto o ataque do Palmeiras apenas rondava a zaga chilena, chegou uma hora que o time cansou e vieram uma série de contra-ataques. Bruno catou todos os chutes até que Barrios pegou a bola, peitou a zaga quase toda e fez o gol. Fim do primeiro tempo e o placar marcava 1x0 para o Colo Colo.

Vem o segundo tempo, logo aos quatro a torcida verde vibra com a expulsão do jogador chileno até que poucos minutos depois vem o contra-ataque, nova falha da defesa e novo gol chileno - agora de Barrios para Torres. Vanderlei muda o time, depois de ter metido Jumar no lugar de Maurício Ramos e Jefferson no lugar de Marcão no intervalo, saca Fabinho Capixaba e põe Lenny; time cresce, passa a atacar na raça, debaixo do grito da torcida até que Keirrison, com cruzamento de Cleiton Xavier, diminui. E aí vem mais pressão, bola no travessão de Keirrison até que... O Colo Colo mata o jogo em novo contra-ataque.

Os defeitos que a equipe mostrou na noite de terça não são lá nenhuma novidade. Contando do jogo contra a LDU pra cá foram 11 gols sofridos em cinco jogos. Edmílson, Danilo e Maurício Ramos que se entenderam tão bem nos primeiros jogos agora batem cabeça como juvenis. O problema das alas é outro a ser visto com carinho, Evandro ou Wendel improvisados são milhares de vezes mais eficientes que Fabinho. Armero, nesse exato momento, não tem um reserva. Por outro lado, o que funciona nesse time - e muito bem -, o ataque nem sempre vai marcar três ou quatro gols assim como também está claro que as estrelas ali são Keirrison e Cleiton Xavier assim como Lenny merece a titularidade - Diego Souza deveria jogar um cadinho mais recuado assim como Edmílson poderia jogar como volante ao lado de Pierre.

O fato é que estamos falando de um time muito jovem que foi incrível e surpreendentemente bem no início do ano, mas que derrapou nos últimos jogos. É hora de ter calma. A chance de classificação na Libertadores é de apenas um sexto, mas tem de ser levada em consideração. As mudanças necessárias, que saltam aos olhos dos torcedores, devem ser feitas tão logo. Luxemburgo, que nunca foi teimoso, já arruinou um Brasileirão graças ao fato de ter apostado nos jogadores errados, daí surge uma vã esperança de que ele se toque de algumas coisas pelo que aconteceu ontem.

domingo, 1 de março de 2009

Santos 1X0 São Paulo e o fim de semana de futebol pelo país

Agora há pouco, o Santos ganhou do São Paulo pelo placar mínimo na Vila Belmiro. Para aqueles que fizeram catastofismo em relação ao peixe depois da goleada sofrida no clássico contra o Palmeiras, fica a lição de que o quadro não é tão preto quanto eles pintaram; por outro lado, para aqueles que veem um milagre nessa recém-iniciado trabalho de Vagner Mancini, respondo que estão enganados, o futebol que foi jogado hoje pelo time esteve dentro da média dele no ano. Por outro lado, o São Paulo novamente entrou em campo com o freio de mão puxado e nem mesmo depois da passagem do Carnaval as coisas parecem ter mudado pros lados do Morumbi; futebol feio e uma falta danada de gana foi o que se viu hoje no litoral.

O jogo começou com o Santos no 3/6/1 para ganhar o meio de campo e desestabilizar a zaga tricolor, uma tática com intentos não muito diferentes do 4/5/1 adotado de início contra o Palmeiras. O São Paulo manteve o seu clássico 3/5/2, mas faltou atenção a Muricy em reforçar o meio, ou, quem sabe, ousadia de um dos zagueiros em subir para o meio para fortalecê-lo. Nesse sentido, os vinte primeiros minutos foi de domínio santista com o miolo de meio do peixe (com Brum, R. Souto, Madson e Molina) dominando as ações frente a Jean, Hernanes e Hugo; Roni na frente fazia o pivô e era (mal) marcado desnecessariamente por três zagueiros são-paulinos. Os alas do tricolores também não jogavam, mas só Léo do Santos incomodava. Poucas bolas chegavam para Dagoberto e Washington, mas quando chegavam - por conta de algum lampejo de Hernanes - o trio de zaga santista cortava com destreza.

No entanto, Hernanes cresceu no jogo e foi impondo um contra-ataque mais qualificado para o São Paulo. Nisso, Washington sofreu pênalti claro pelas mãos de Fabão que não foi marcado. O tricolor crescia. Numa bola parada, Léo, pouco antes de sair contundido, salvou cabeçada certeira de Washington em cima da linha. No entanto, o peixe recupera o ritmo e num belo lance de Roni apanhando um lançamento e metendo de meia-bicicleta para a área para o arremate de Molina - que até então não fizera nada no jogo - que na pontinha da chuteira de Rodrigo e faz o placar marcar 1x0 peixe aos 40'.

Entre o segundo tempo, Muricy tira o inscipiente Wagner Diniz por Zé Luís e não muda nada no panorama do jogo. Mesmo as bolas que chegam em Washington e Dagoberto, os atacantes não conseguem concluir com tranquilidade dada a firmeza na marcação do trio de zagueiros santista formada por Fabão, Domingos e Fabiano Eller. O peixe, modorrentamente contra-atacava e ia administrando o jogo. O guerreiro Domingos saiu contundido e Mancini mudou o esquema para o 4/4/2 com a entrada de Róbson, mas nada mudou e o Santos conseguiu a primeira vitória do ano.

Assim, o Santos dá um passo fundamental para a classificação enquanto o São Paulo prossegue não empolgando, no entanto, quer saber de uma coisa? É muito, mas muito difícil mesmo que os dois não sigam adiante nesse torneio.

O Palmeiras,

ontem venceu o Guarani por 1x0 no Palestra com o seu mistão e com direito também a um belo gol de Deyvid Sacconi, garoto que se contundiu ano passado e que por isso perdeu quase toda a temporada de 2008, voltando só agora, muito bem por sinal. Quem seria capaz de parar esse Palmeiras nesse Paulistão? Por enquanto ninguém consegue ter um somatório de técnica e vontade semelhante, mas num campeonato decidido em um mata-mata, nada está definido.
No Rio,
venceu o Botafogo o Resende e ganhou o primeiro turno. Não tenho assistido muitos jogos do Campeonato de lá, mas é certo que ao contrário da temporada 08 onde os times entraram bem com exceção ao Vasco, esse ano as coisas não vão bem para os cariocas. O Vasco terá um caminho muito duro na Série B, deve voltar, mas certamente sofrerá mais que o Corinthians no ano passado. O Fluminense prossegue abalado pela maldição da LDU e não consegue jogar bem. Cuca prossegue falhando nos momentos decisivos e o Flamengo pagou o preço. Por enquanto, apenas o regular Botofago de Ney Franco merece algum destaque e mereceu vencer a primeira etapa do estadual, no entanto, ainda é muito pouco.

No outro Rio, esse lá no Sul,

O Inter venceu o Grêmio e ganhou o primeiro turno do campeonato estadual. Venhamos e convenhamos, há muito tempo os dois times grandes de Porto Alegre não começam tão bem a temporada, no entanto, o Inter prossegue tendo mais time que o seu rival - esperemos para ver se o colorado terá uma campanha mais regular esse ano, afinal de contas, em 2008, o time derrapou demais.

atualização das 23:08: E o Corinthians só empatou com o Marília. O timão faz boa campanha, mas come poeira em relação ao Palmeiras, estando três pontos atrás do rival mesmo tendo um jogo a mais. Seu grande trunfo é não ter uma Libertadores para jogar, o que, lá frente, pode fazer toda a diferença. Nesse exato momento, os eternos rivais são os times mais regulares e com mais fome de ganhar em SP.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

São Caetano 3x4 Palmeiras

O jogo foi brutalmente eletrizante, em parte por conta do mérito dos ataques, em parte pela deficiência das defesas. O São Caetano que havia sofrido apenas sete gols nas nove rodadas anteriores (o,77 gol/jogo) tomou quatro, o Palmeiras que havia tomado sete em oito jogos (o,87 gol/jogo) tomou três, mas verdade seja dita, eles mereceram - e defesa do verde inciou o ano muito bem, mas degringolou nos últimos três jogos onde acumula oito gols.

O jogo começou com 3/5/2 de um lado, 3/5/2 do outro, mas a correria era total. Logo de cara o São Caetano mostrou mais pegada, marcou bem, desarmou implacavelmente e marcou dois gols em apenas nove minutos. No primeiro gol, recuo doido de Pierre, escorregão de Cleiton Xavier, paralisia da zaga e esperteza de Luan. No segundo, falta besta na meia-direita, cobrança na área, nova paralisia da zaga, péssima saída de Marcos e oportunismo de Marcelo Batatais.

Os dois gols acordaram o Palmeiras que foi com tudo para o ataque, diminuiu em três minutos com Keirrison, e se aproveitou da bola parada - e da competência de Cleiton Xavier nela - para virar com Edmílson e Diego Souza. No fim do primeiro tempo, lançamento aparentemente despretensioso do estreante Marcão para Armero, falha do defensor do azulão, cruzamento para Keirrison e gol.

Jogo definido? O escambau. Os times voltaram iguais no segundo tempo, o Palmeiras teve quatro chances claras de gol - brilhantemente evitadas por Luiz - e, quando o jogo já tomava aqueles contornos de banho-maria, Vadão mexeu bem e num contra-ataque sobre a desprotegida defesa verde, o São Caetano fez mais um aos 33'. Aí foi um deus-nos-acuda, com a pressão do time do ABC durante todo o terço final do segundo tempo.

Para o Palmeiras fica o sinal amarelo para a sua defesa. O time joga, na verdade numa espécie de 3/1-4/2, o que funciona, como funcionou contra o Santos, caso o ataque faça uma implacável blitz - o que não dá para esperar que um time que joga domingo/quarta/domingo faça sempre - e do próprio posicionamento de Edmílson subindo para reforçar a marcação no meio enquanto os alas retraem e viram laterais. Sobre o segundo ponto, isso aparentemente estava claro, mas se tornou inexplicavelmente confuso nos últimos jogos e ontem eu senti o capitão verde bem perdido - assim como Maurício Ramos, sendo que só se salvou mesmo o estreante Marcão.

Pessoalmente, eu gostei mais de uns jogos no início da temporada onde Diego Souza ficava mais atrás e saia jogando - mais ou menos com Hernanes no São Paulo -, mas ultimamente ele tem avançado muito e ontem o Palmeiras teve dois meias (ele e C. Xavier) e apenas um volante (Pierre, brutalmente sobrecarregado); o ataque, por sua vez, funcionou perfeitamente, especialmente Keirrison, que é jogador para a Seleção mesmo.

O São Caetano mostrou qualidade com Luan e Vandinho e Tuta, apesar de não ter ido tão bem, é um jogado que pode ser últil, no entanto, justo a sua defesa, que vinha tão bem, abriu o bico ontem e mostrou que é bastante improvável o time encaixar-se entre os quatro.

Corinthians
Vitória fácil contra o lanterna Noroeste. Mesmo sem um futebol brilhante, o time joga com pegada e quer ganhar esse campeonato. Teremos uma briga interessante lá na frente.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Paulistão 9ª Rodada

São Paulo e Corinthians, sem muito esforço, bateram seus adversários por 3x1. Para quem achava que o Barueri pudesse ameaçar os grandes, ver a maneira como tricolor - com o sinal amarelo ligado - o venceu foi um balde de água fria; mesmo que a virada tenha acontecido no fim do segundo tempo, não há como negar a profunda diferença técnica entre o time da região metropolitana e os bons times da Série A. Sobre Corinthians e Guaratinguetá, fica a imagem de um Corinthians que não joga com brilho, mas que é de longe o clube grande mais compenetrado nesse estadual.

Por sua vez, o clássico de ontem envolvendo Palmeiras e Portuguesa foi muito interessante. Verdade seja dita, a maneira como a diretoria lusa demitiu Estevam Soares logo na primeira rodada foi tosca, mas Mário Sérgio, fazendo o seu melhor trabalho em anos, deu suficiente consistência para o time brigar por uma vaguinha - e ser a única ameaça real para um semi apenas com os quatro grandes.

Sobre o jogo, o ataque do Palmeiras novamente foi bem com a ótima movimentação de Cleiton Xavier, Williams e Keirrison, mas Diego Souza, pra variar foi um peso morto no meio. Do lado luso, Edno e Cristian formam uma ótima dupla de ataque assim como Athirson e César Prates formam ma boa dupla de alas.

O primeiro tempo foi de boa movimentação do Palmeiras com chances desperdiçadas e bons contra-ataques da Portuguesa - numa tarde não muito feliz da zaga palmeirense que deu muitos espaços, forçando Marcos a fazer belas defesas. O resultado foi um emparte em 0x0.

Na segunda etapa, Williams sofre pênallti que Keirrison converteu. Pouco depois, linda enfiada de bola de Cleiton Xavier para Keirrison que aumentou o placar pro verde. O que parecia um jogo decidido, muda de perspectiva quando o Palmeiras diminui o ritmo, deixa de marcar no meio e a Portuguesa não se entrega: Pênalti de Danilo sobre Cristian convertido por Edno. Em seguida, falta na esquerda, cruzamento na área e cabeçada fatal de Cristian. Aí o Palmeiras acorda, Keirrison ainda perde uma chance e a Portuguesa perde outra, inacreditável, com Fellipe Gabriel. Fim de jogo, 2x2.

Para a Portuguesa, fica a certeza de que o time está indo no caminho certo. Para o Palmeiras, é hora de Vanderlei dar um puxão de orelhas generalizado na zaga, que já tomou cinco gols em dois jogos; outro ponto é como Diego Souza some no meio, ontem ele nem ajudou Pierre na marcação, muito menos armou o jogo, é hora de pensar em alguém para ajudar mais Pierre na marcação, ou quem sabe, adiantar mais Edmílson, que ontem, não se sabe por quais cargas d'água, não saiu na zaga.

Hoje, o Santos joga contra o Botafogo-SP, dá pra vencer e é necessário vencer. Nesse momento, o Santos precisa barrar a ascenção da Portuguesa, senão perde a vaga - apesar de ser melhor que a Lusa.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

São Paulo 1x1 Corinthians

Para quem viu o agitado clássico entre Palmeiras e Santos na semana passada, esqueça tudo. O clássico entre o São Paulo e Corinthians no Morumbi foi apenas um jogo nervoso, violento e, sobretudo, modorrento - tanto que um empate em zero teria sido mais justo.

Muricy Ramalho pôs em campo o seu mistão. O Corinthians, desfalcado de Alessandro e Chicão, também entrou bastante confuso em campo. De relevante mesmo no primeiro tempo, apenas a expulsão de Túlio do Corinthians após ter dado um soco na barriga de André Dias. Ambas as equipes jogavam no 3/5/2 e os alas não funcionavam; nas meias, se Richarlyson não conseguia armar o São Paulo, o mesmo poderia se dizer de Douglas do outro lado. O ataque corintiano sem uma referência (com Morais e Jorge Henrique) não era abastecido nem levava perigo. O ataque tricolor se movimentava um pouco mais, só que Dagoberto prendia muito a bola e André Lima conseguia furar todas elas.

Na segunda etapa, Muricy saca André Lima para pôr Borges e saca um zagueiro para colocar Hernanes. O São Paulo melhora, ainda que insistindo em jogar pela sua direita em vez de se aproveitar da direita corintiana. Numa jogadinha típica de treino envolvendo Hernanes, Dagoberto e Borges, sai o gol do último.

Wagner Diniz do São Paulo acaba - justamente - expulso e pouco depois Boquita, que havia entrado no lugar de Douglas, acaba enfiando para André Santos concluir e empatar - era a primeira vez que o ala-esquerdo alvinegro fizera algo em campo, isso até ser expulso pouco depois duma entrada dura.

Com nove do lado corintiano e dez do lado são paulino, o jogo caminhou enfadonhamente até o encerramento. A verdade é que até o momento, a única equipe que merece ser vista nesse campeonato é o Palmeiras. Hoje, São Paulo e Corinthians entraram mais preocupados em bater do que jogar e os bisonhos números de amarelos (seis pra cada lado) e de vermelhos (dois para o Corinthians e um para o São Paulo) foi perfeitamente justo. Como o Paulistão tem duas fases e o nível dos demais times é fraco, é bem provável que ambos se classifiquem e que tenham chances de ganhar o campeonato no mata-mata, no entanto, fosse esse campeonato jogado no sistema de pontos corridos, o Palmeiras já estaria bem próximo do título.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Notas rápidas de sábado

O Palmeiras, com seu time reserva, bateu o Paulista de Jundiaí e agora alcança os 21 pontos em 7 jogos - seu jogo a menos é justamente contra o Noroeste que faz uma campanha surpreendentemente ruim e é um dos lanternas do torneio. Creio que só um desastre tira o time verde da segunda fase do Paulistão, nesse que é o seu melhor início de temporada em todos os tempos.

No meio da semana que vem, será sua estréia na Libertadores no Equador contra a LDU, atual campeã do torneio. Não resta dúvida que o Palmeiras caiu no grupo da morte do torneio, hoje, por exemplo, o Sport confirmou o seu ótimo início de temporada com a vitória no clássico sobre o Náutico quando já era campeão antecipado do primeiro turno de seu estadual - fase que fechou com uma ótimo aproveitamento, 10 vitórias e 1 empate. Enfim, o verde não terá moleza.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Palmeiras 4x1 Santos e a sexta rodada do Paulistão

Não é pouca coisa um time recém-montado com jogadores tão jovens ter vencido os seus sete primeiros jogos na temporada. Muito menos que ele enfie uma goleada logo no primeiro clássico do ano. Tampouco que essa goleada tenha sido mais mérito seu do que demérito do rival. Enfim, foi o que aconteceu na chuvosa tarde de ontem no Palestra Itália. Palmeiras 4x1 Santos.

No começo do jogo, Márcio Fernandes escalou o Santos com apenas um atacante, tática padrão para fazer um time que joga no 3/5/2 como Palmeiras bater cabeça defensivamente e perder a briga no meio. Esqueceu o bom técnico santista que o Palmeiras de Luxemburgo tem um ás na manga, mais precisamente um coringa que atende pelo nome de Edmílson, zagueiro que vira volante, volante que vira zagueiro - assim como no Penta com Felipão.

Foi subindo para o meio, como contra a Inglaterra nas quartas-de-final da Copa de 2002, que Edmílson matou o esquema santista e foi com a mesma puxeta da goleada contra a Costa Rica que ele abriu o placar. E era um massacre. O Santos não passava do meio e era bombardeado com Cleiton Xavier e Williams se movimentando por todos os lados, enquanto Keirrison fazia o pivô, atacava, infernizava e destruía a defesa alvi-negra.

Entre gols perdidos aos montes, Keirrison entra na área, Fábio Costa sai pra matar o lance e comete penalti. O jogador que sofreu bate e marca, 2x0. Depois de ter perdido gols suficientes para matar o jogo com Williams, Cleiton Xavier e Diego Souza e ver a entrada de Germano no lugar de Roberto Brum, o Palmeiras é pressionado no fim do primeiro tempo pelo valente time santista, no entanto, aos 43 segundos do segundo tempo, Keirrison apanha o rebote do chute de Williams e mata o jogo.

Mas o Santos não se entrega, o time que até agora só havia perdido um único jogo, numa situação incomum, vai para cima com a entrada de Roni e volta do 4/4/2, fazendo Edmílson voltar a ser zagueiro e com isso pressiona, pressiona e pressiona até fazer o gol com Kléber Pereira. Todavia, já era tarde e a impossibilidade mesmo de um empate faz o peixe arrefecer e assim o Palmeiras cresce até Lenny fazer o seu num belo lance e fechar a contagem: 4x1.

Que não digam que o Santos não é uma boa equipe, muito pelo contrário, o time teve uma temporada de 2008 que foi um ponto fora da curva e vinha se desenvolvendo bem em 2009. Até o jogo de ontem sofrera uma única derrota no folclórico jogo onde enfiou seis bolas na trave do rival, o Ituano, e só jogara mal mesmo contra o Oeste (1x1). Também não digam que Márcio Fernandes é incompetente, coisa que ele não é. A realidade é que os progressos do time santista, infelizmente, podem ser postos em risco pelo fato de ter topado justo agora no início com aquele time que joga o melhor futebol de 2009.

Do Palmeiras, o que se pode dizer, é que eu esperava uma equipe com um sucesso possível apenas para o Brasileirão, ponderando ainda os riscos que representavam os fatos do time ter remontado o elenco inteiramente esse ano e de tê-lo feito com jogadores jovens. O sucesso prematuro dessa equipe impressiona e é, em grande parte, mérito de Luxembrugo, torno a dizer, expiando um pouco dos pecados que cometeu no segundo semestre do ano passado.

Já Keirrison merce um parágrafo a parte. Veio do Coritiba quase agora e já joga com a mesma autoridade de um veterano que está no clube há anos. É craque mesmo - e olha que para mim, pouca gente merece esse título. Se a crise mundial não acabar com a Europa, creio que a torcida palmeirense deva se preparar para perdê-lo tão logo porque esse daí joga fácil em 90% dos grandes do Velho Mundo.

São Paulo

O tricolor paulista não é pouca coisa. Manteve a base campeã brasileira, trouxe reforços, manteve o técnico e a boa estrutura, só que pelo jeito não está nem um pouco preocupado com o Paulistão, torneio que joga visivelmente com o freio de mão puxado. Ontem venceu o Botafogo de Ribeirão Preto por 2x1, jogando menos do que pode. Claro, isso não vai ser pra sempre, lá na frente certamente o tricolor vai ser o time que vai disputar com Palmeiras os grandes torneios e a hegemonia do futebol paulista tanto no plano nacional quanto internacional.

Corinthians

O timão empatou com a Portuguesa em 1x1 num jogo que poderia e deveria ter sido adiado por conta da tromba d'água que caiu no sábado - e apenas intemrrompeu o jogo. A verdade é que Mário Sérgio, mesmo tendo um time inferior, anulou o Corinthians e a Lusa merecia ter vencido. O Corinthians de Mano Menezes possui o mesmo defeito que o seu antigo Grêmio: É um time cerebral de mais, capaz de ir bem contra times inferiores e crescer espantosamente jogando contra times superiores que jogam no ataque, mas na hora de enfrentar um bom (ou razoável) adversário que joga o ônus da vitória em suas costas, desaba feio. Creio que esse Corinthians possa ir longe, mas precisa corrigir esses defeitos manjados.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Quinta Rodada do Paulistão

Na quarta, o São Paulo venceu de virada o Bragantino e o Corinthians venceu o Paulista de Jundiaí - também de virada, depois de um primeiro tempo complicado. Ontem, o Santos bateu o São Caetano quando já estava sendo criticado pela torcida. Com o perdão da infâmia, o Palmeiras só não venceu porque não jogou - pelo menos no Paulista onde ele teve seu jogo contra o Noroeste adiado por conta de sua presença na pré-Libertadores (graças as céus, os dirigentes iluminados da FPF não repetiram a desumanidade da semana passada, quando o Palmeiras jogou na terça contra o Marília e na quinta contra o Potosí).

É isso daí mesmo, não há jogos difíceis para os grandes nesse Paulistão, no máximo, jogos de dificuldade mediana (contra Barueri, São Caetano e algum outro); o São Paulo perdeu pro Santo André porque claramente não está com a cabeça no torneio. O Santos só perdeu para o Ituano por culpa de uma inominável urucubaca: Seis bolas na trave num único jogo. O futebol do interior, por sua vez, prossegue não fazendo frente aos grandes e aos times da região metropolitana (São Caetano, Santo André e Barueri), tanto é que o melhor time dessa região, nesse exato momento é o Mirassol, na estrondosa oitava posição.

PS: Prometo mais adiante fazer uma reflexão mais profunda sobre os estaduais.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Domingo de Paulistão

Ponte 2X3 Palmeiras

De fato, o futebol do interior de São Paulo não vem bem esse ano. A Ponte é um time tradicional e não pode ser derrotada pelo time reserva de quem quer que seja na sua própria casa, é vergonhoso - mesmo que seja no detalhe como foi hoje.

O Palmeiras 2009, por sua vez, está em estado de graça: Com apenas dois titulares e seu 12º jogador, Lenny, em campo, o time foi valente, travou um jogo equilibrado contra os titulares da Ponte e virou o jogo no finalzinho.

A Ponte abriu o placar com um belo gol de André, Lenny empatou para o Palmeiras logo em seguida e o alvi-verde foi ligeiramente melhor no restante do segundo tempo. Na segunda etapa, Lenny foi oportunista e virou o jogo logo no início, mas enquanto o time verde ainda comemorava, a Ponte tornou a empatar - e não só o fez como também passou a dominar o jogo.

Claro, isso até que Luxemburgo mudou o jogo, pondo Daniel, Souza e Deyvid nos lugares de, respectivamente, Max, Jéci e Evandro, alterando o esquema do time do 3/5/2 para o 4/4/2. Isso fez com que o Palmeiras não somente equilibrasse a partida como forçasse a Ponte cometer erros - com um jogador sendo expulso no finalzinho e o experiente Marinho cometendo o penâlti em Deyvid que Lenny converteu logo em seguida. Palmeiras líder, mesmo com o time reserva.

São Paulo 0X2 Santo André

O tricolor deu mancada, dava para vencer. São três pontos que vão fazer falta lá na frente.

Ituano 2X0 Santos
O Ituano, que não vem jogando lá um grande futebol nesse campeonato, tirou pontos de um grande novamente: a vítima da vez foi o Santos, que começa a patinar.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Sábado de Paulistão - parte 2

O Barueri venceu o Guarani por 2x0, o Marília empatou em zero com o Botafogo e o São Caetano venceu por 1x0 o Mogi fora. Enfim, Barueri e São Caetano confirmam que podem chegar a algum lugar, enquanto o Mogi junto com o Botafogo e o Marília perigam.

Amanhã, o São Paulo é favorito contra o Santo André e deve levar os três pontos sem muita dificuldade se jogar o que sabe e o que pode. O Santos, que tropeçou contra o Mirassol tem um jogo perfeitamente vencível contra o Ituano fora. O Palmeiras, único dos grandes que ainda não perdeu pontos, entra com o seu time reserva contra a Ponte em Campinas e corre o risco de perder a liderança - ainda que o empate seja o mais provável, o que o manteria na ponta, a menos que a dupla San-São goleasse.

Sábado de Paulistão - parte 1

Agora há pouco, o Corinthians goleou o Oeste de Itapólis por sonoros 4 a 1, o que confirma a minha análise de que esse ano a diferença entre os quatro grandes e os demais times do estado está muito grande - e lembrem que o Oeste estava invicto até esse jogo. O Corinthians, que patinou contra o bom Barueri e ganhou com certa dificuldade dos medianos Bragantino e Botofogo-SP, hoje acertou um pouco mais o pé e assumiu a liderança provisória. Nada para se espantar. Entre pequenos e médios, os únicos que tem de chances de chegar a algum lugar são o Barueri, São Caetano e Guarani - sendo que Ponte, Lusa, Santo André, Guaratinguetá e quem sabe Noroeste talvez fiquem na parte de cima da tabela. Ainda assim, a única coisa que eu penso que pode impedir uma semi-final só com os quatro grandes, é o fato de São Paulo e Palmeiras estarem na Libertadores, nada mais.